Importante | Oktobeerlisario Fest é adiada para o dia 5 de novembro em Belisário, distrito de Muriaé



Em virtude das chuvas, a II Oktobeerlisario Fest foi adiada. O festival estava previsto para acontecer no próximo sábado, dia 8 de outubro. Entretanto, as chuvas dos últimos dias, que devem continuar, segundo a previsão do tempo, inviabilizam o acesso seguro e confortável a Belisário, distrito de Muriaé. A nova data ficou agendada para dia 5 de novembro de 2016. Conforme informações da organização do Festival, os ingressos que foram vendidos continuarão valendo para a nova data, mas, caso o participante não possa comparecer, o valor será restituído. "Estamos precisando muito de chuva, por isto é impossível lamentar o adiamento do festival. Talvez seja a primeira vez que uma oktoberfest seja realizada em novembro, mas é a data mais próxima, a janela, que temos disponível para reconstruir uma nova estrutura e oferecer o melhor", explica o organizador Renato Sigiliano.

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O Festival pretende reunir boa música com seis sabores da bebida da cevada, produzidas artesanalmente por quatro cervejarias diferentes, inclusive o delicioso Indian Pale Ale da Antuérpia de Juiz de Fora. O evento acontece, das 15h às 22h, no Grupo de Artesãos de Belisário (GAB). Os ingressos são limitados com venda antecipada.

Quem vai tocar no festival será o Couro e Corda, com o melhor do MPB e regionais, e o Besouro Rosa da Esquina, com pop rock, Pink Floyd e Blue. As entradas, no valor de R$ 60, dão direito ao caneco de vidro de 407 ml e a dois chopes de qualquer estilo e estão à venda no Café da Praça, Rua Cel Izalino, n° 16, além da Farmácia do Mateus Balbino, em Belisário. A Imicro vai disponibilizar sinal de WiFi no festival e cada participante poderá levar para casa uma muda de árvore nativa ou frutífera.

Idealizador e organizador do evento, Renato Sigiliano conta que a ideia de realizar a Oktobeerlisariofest surgiu logo depois que começou a fazer cerveja artesanal há três anos. “As brejas que eu fazia passou a receber elogios dos amigos. Então, resolvi criar um evento reunindo 100 pessoas pra beber cerveja artesanal e jogar conversa fora, ao som de uma banda de pop rock e blues. Na primeira semana os ingressos esgotaram e imprimi mais. No ano passado foram 262 pessoas ao primeiro festival, que teve três estilos. Quem foi gostou!”, garante Sigiliano.

“Fiz um curso de cervejeiro artesanal na Escola Superior de Cerveja e Malte, em Blumenau (SC), e estou apto a fazer uma cerveja melhor que fazia. Vamos ter canecos de vidro de 407 ml no lugar das canequinhas de acrílico de 300 ml do ano passado. Além da banda Besouro Rosa da Esquina, que abrilhantou o festival ano passado, este ano teremos o Couro e Corda, com MPB e regionais”, acrescenta.

Este ano vão ser seis estilos de chopes, inclusive o Indian Pale Ale (IPA) da Cervejaria Antuérpia, de Juiz de Fora; e o Pilsen, do Chopp Viçosa. Belgian Blonde Ale, Weiss e Witbier feitos pela Beerlisário; e o American Pale Ale produzido pela Cervejaria Mineira. Uma cerveja Smoke, fora de estilo, também será opção.

Preservação ambiental e serviços

A produção de cerveja também trouxe a consciência ambiental de Renato Sigiliano, que pretende alimentar projetos de conservação do distrito que fica no pé do Pico do Itajurú, um dos mais belos espaços de visitação da Serra do Brigadeiro. “Há alguns anos, venho realizando projetos de conservação, preservação e recuperação de nascentes na região. Então surgiu a ideia de, uma vez consolidada a nossa micro fábrica de cerveja, destinar parte do lucro da cervejaria para os projetos. Neste sentido também já mantemos em Belisário um viveiro de mudas que até o final de 2016 vai produzir 10 mil mudas de espécies nativas, frutíferas e ornamentais”, enfatiza.

Além do trabalho ambiental, a ideia do cervejeiro é que a microfábrica de cerveja, primeira na região, alavanque outras, tornando Belisário o Polo Cervejeiro Artesanal. Ele relata que esta proposta vem acontecendo com muito sucesso em outros lugares do Brasil, e neste sentido, uma vez estruturada o primeiro espaço de fabricação, atendendo uma demanda de 3 mil litros por mês, em vez de aumentar a produção, o objetivo é a construção de outras fábricas em parcerias.


“Imagino que em cinco anos teremos três microfábricas de cerveja artesanal na região de Belisário, todas comprometidas com a sustentabilidade. Costumo dizer que nossa ideia é transformar água em cerveja para transformar cerveja em água, cuidando das nascentes com parte do lucro da venda de cervejas”, diz Sigiliano, complementando que já existem planos de para a realização de um encontro de beer trucks em Muriaé, em breve, e workshops de cervejas artesanais.

Mais, que a ampliação dos festivais, o idenalizador do Oktobeerlisario caminha para prestar consultoria na implementação de microfábricas de cervejas. “Hoje temos uma produção incipiente em Belisário da cervejaria que estamos implementando, a Beerlisario. Não queremos colocar nossa cerveja nas prateleiras de mercados, mas apenas em eventos especiais. Estamos cuidando de registro de marca, no Ministério da Agricultura e construção da fábrica. Imagine que daqui a 10 anos podemos ter uma vila germânica entre Belisário e Itamuri. Se a gente não sonha, sequer realiza”.

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