Picos e trilhas

Fazenda do Brigadeiro

Onde: O casarão da Fazenda do Brigadeiro existe há 70 anos. Foi construído no estilo neocolonial, com dois pavimentos idênticos entre si e mede 240 m2 e foi tombado pelo município de Araponga. Para chegar ao casarão, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque, sentido de Araponga. Siga as placas indicativas para a Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. No caminho de cesso pode-se avistar o imponente Pico do Boné. No período de chuvas, a estrada de acesso torna-se escorregadia, sendo recomendável o uso de veículo com tração nas quatro rodas (4x4).

Distância da Sede: 30 km.
Tempo de percurso: Aproximadamente 1h30 minutos.

Pico do Boné

Onde: É o principal atrativo do parque sendo o mais visitado fica a 28 km da sede, em Araponga na região do Estouro, com seus 1.870 metros acima do mar, tem 360 graus de visão de toda região, sua trilha é a mais fácil do parque, são 4 km de trilha em estrada de uma antiga carvoaria da Belgo Mineira dos anos 60 em mata atlântica, nível de dificuldade leve.

O Pico do Boné, que leva esse nome por causa de sua aparência quando contemplado à distância e seu cume é formado por um pequeno platô que mede 10 por 15 metros, onde predomina uma vegetação constituída por gramíneas, pequenos arbustos e grande número de bromélias de flores vermelhas. É um dos Picos mais altos do Parque. Do pico é possível avistar os mares de morros e, a leste, o distrito de Bom Jesus do Madeira; ao sul, a Serra do Grama e a Pedra do Pato; ao norte, o Pico do Soares e a Pedra Branca; e a oeste o município de Araponga.

 

Como Chegar: Para chegar ao Pico, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque, no sentido de Araponga, por aproximadamente 11,5 km entre à direita, em estrada de terra, siga até as propriedades limítrofes à área da unidade de conservação. Siga depois a pé, em meio a plantações de café, passe por uma pequena cancela, caminhe até uma placa indicativa para o Pico (única em todo o percurso). Continue o trajeto até passar por uma pinguela natural, formada por fragmentos rochosos sobrepostos de maneira uniforme, sobre uma pequena corredeira. Siga por um caminho que, devido à vegetação densa, é sinuoso e estreito, até uma pequena lapa, conhecida como Pedra do Descanso, localizada na metade do percurso. Continue pela trilha até um afloramento rochoso já próximo ao destino. Desse local, avista-se um vale e, segundo os moradores locais, o único coqueiro Macaúba da área de abrangência do Parque. Depois da subida íngreme, de grande dificuldade, chega-se ao Pico. Um guia do parque acompanha os visitantes.

 

Distância da Sede: 28 km. (8km de caminhada).

Tempo de percurso: Aproximadamente 3h30 minutos.

Grau de dificuldade: médio.

Capela e Mirante

Onde: A ermida foi construída em 1908 pela família de João dos Anjos Macedo, em homenagem a Antônio Martins. Em 1952, Vicente Lima e José Laureano, dois cidadãos locais, organizaram um mutirão, reconstruíram a capela e colocaram em seu interior a imagem de Santo Antônio. Atualmente, a Ermida abriga um pequeno altar com imagens de vários santos. Junto à entrada, alguns devotos costumam acender velas e fazer pedidos a Antônio Martins, que muita gente já considera um santo. A parte externa da capela compõe um mirante natural, de onde se tem uma vista privilegiada de parte do Parque, podendo-se ainda avistar as serras da Carangola e do Grama, e admirar o nascer e o pôr do sol.

Para chegar à Ermida, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada interna do Parque, no sentido da Portaria Pedra do Pato. Basta seguir as placas indicativas até o atrativo, que fica a 1.324 metros de altitude.

​Distância da Sede: 700 m.
Tempo de percurso: Aproximadamente 20 minutos.
Grau de dificuldade: baixo. 

Pico do Itajurú

Onde: Localizado no extremo sul da Serra do Brigadeiro, na região norte de Muriaé, a 15 km da vila do Belisário, ele está a 35 km da sede. O Pico do Itajuru é um afloramento de rochas graníticas cujo ponto culminante se encontra a 1.585 metros de altitude. No topo, a vegetação é de médio porte aproximadamente 1,80 metro de altura –, o que dificulta uma visão panorâmica o entorno. Em dias de bom tempo, é possível ver os municípios de Ervália e Muriaé.

Como Chegar: Para se chegar ao Pico do Itajuru, partindo do centro de visitantes pela estrada interna do Parque, siga por 7,1 km até Bom Jesus do Madeira, distrito de Fervedouro. Desse distrito, pegue a estrada à direita, siga por 1,2 km até Monte Alverne e continue por mais 4,8 km. Saia da estrada principal, que leva ao município de Miradouro e entre à direta. Percorra mais 10,5 km passando pela comunidade Cabeceira do Alegre e pelo vilarejo Serrania, na região pertencente ao município de Muriaé. Continue por 9,4 km nessa estrada em direção à região do Careço. Siga a pé ela estrada da região do Careço, pois não é possível o acesso de carro. Após caminhar 1,21 km pela estrada que leva para a comunidade do Careço, é necessário entrar por uma trilha à esquerda. A partir desse ponto, siga a trilha até o Pico do Itajurú. Nos primeiros metros, existe um curso d’água que pode ser utilizado para abastecer os cantis. Existem algumas outras placas indicativas que orientam o visitante em direção ao Pico, porém sem informações geográficas.

Distância da Sede: 35,84 km.
Tempo de percurso: 4h.
Grau de dificuldade: alto.

Pico do Grama

Onde: É um maciço rochoso granítico recoberto por vegetação de campo de altitude. O ponto mais elevado do Pico encontra-se a 1.561 metros, possibilitando que e tenha dali uma bela vista da sede administrativa, rodeada por morros e vegetação densa. O local é privilegiado para a visualização do mar de morros que compõe o relevo da região. Do Pico, avistam-se ainda os municípios de Miradouro, Fervedouro e Ervália, e os Picos do Boné e do Soares, além das redes de drenagem existentes em toda a volta.

Como Chegar: Para se chegar ao Pico do Grama, partindo do centro de visitantes, siga a estrada interna do Parque, no sentido de Bom Jesus do Madeira/Fervedouro. É possível chegar ao cume percorrendo uma trilha de 800 m.

 

Distância da Sede: 800 m.

Tempo de percurso: Aproximadamente 1h20 minutos.

Grau de dificuldade: médio

Trilha autoguiada.

Pico do Cruzeiro

Onde: O Pico do Cruzeiro, a 1.684 metros acima do nível do mar, possui uma vegetação predominante de campos de altitude, devido aos fortes ventos que o assolam e ao solo arenoso. É um dos pontos mais altos da Serra do Brigadeiro e proporciona uma das mais belas vistas panorâmicas da região. Dali, observar o uso e a ocupação do solo na região adjacente. No inverno, a temperatura no Pico gira em torno dos 10ºC. O local é privilegiado para visualização do mar de morros que compõe o relevo da região circunvizinha, sendo também bastante procurado com finalidade religiosa, já que ali se encontra um enorme cruzeiro. Ao norte do Pico, encontra-se o município de Fervedouro; a oeste, a Pedra da Ararica; a leste, o Pico do Soares; e ao sul, Araponga.

 

Como Chegar: Para se chegar ao Pico do Cruzeiro, saindo de carro do centro de visitantes, pegue a estrada principal do Parque no sentido de Araponga. Siga as placas indicativas em direção à Fazenda do Brigadeiro, passando pela comunidade do Estouro. A caminhada inicia-se na sede da Fazenda pelo caminho denominado "Trilha do Pico do Cruzeiro" . Não existe bifurcação na trilha que segue um único sentido até o destino. É necessário também o acompanhamento de um guarda-parque, já que a trilha não apresenta sinalização. O acesso ao Pico do Cruzeiro é considerado difícil para crianças e idosos, por apresentar uma declividade acentuada e por ser muito escorregadio, devido à grande quantidade de matéria orgânica presente no solo.

 

Distância da Sede: 30 km.

Tempo de percurso: Aproximadamente 3h30 minutos.

Grau de dificuldade: alto.

Pedra do Pato

Onde: A Pedra do Pato, conhecida também como Pedra do Campestre, é um dos pontos mais altos do Parque, com aproximadamente 1.908 metros de altitude. Seu nome se deve a uma formação rochosa de coloração esbranquiçada que lembra a figura de um pato. Essa formação pode ser avistada da Portaria Pedra do Pato e da região de Fervedouro. Da Pedra do Pato, a vista panorâmica é deslumbrante. Pode-se avistar a Portaria Pedra do Pato, os Picos do Boné e do Soares, o distrito Bom Jesus do Madeira e a região do entorno. Nos seus 1.600 metros tem se um lago natural de 1 metro de profundidade, logo acima do lago se sobe mais 400 metros para chegar ao cume maior. 

 

Como Chegar: Para chegar à Pedra do Pato a partir do centro de visitantes, siga a estrada interna do Parque no sentido do distrito de Bom Jesus do Madeira. A trilha até a atração possui 4,3 km de extensão. Destes, 1,3 km entre a sede e o início da trilha pode ser feito de carro, e o restante apenas a pé. Parte da área percorrida encontra-se em processo de regeneração. A trilha é bastante íngreme, com trechos escorregadios. No final do percurso, há piscinas naturais e é possível contemplar também a Pedra do Pato.

​Distância da Sede: 5 km.
Tempo de percurso: 3h20 minutos. 
Grau de dificuldade: alto. 

 

Pedra do Cruzeiro

Onde: A Pedra do Cruzeiro é um afloramento de rocha granítica cujo ponto culminante se encontra a 1.645 metros de altitude. Seu topo é plano e a vegetação predominante é a de campos de altitude. No local existe um cruzeiro, onde as comunidades de Ervália e Dom Viçoso se reúnem, todo dia 10 de maio, para a celebração de uma missa. Do alto tem-se uma privilegiada visão do mar de morros das redondezas.

 

Como Chegar: Para se chegar à Pedra do Cruzeiro, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada interna do Parque no sentido de Araponga e vire à esquerda em direção à Serrinha. Percorra aproximadamente 10,4 km e vire à direita na comunidade de São Domingos. Siga por mais 800 metros e vire à esquerda, em direção à comunidade de Dom Viçoso. Vá em frente por 7,6 km, vire à direita, no sentido da Serra do Congo, percorra 2,1 km e dobre novamente à direita. 400 metros adiante, vire à esquerda e, depois de 300 metros, mais uma vez à direita, até a fazenda do Sr. Geraldo Tristão. Desse ponto, você terá de seguir caminhando por uma trilha à direita, por aproximadamente 1 km. Atravesse o córrego da Moega e ande mais 4,4 km por trilha não sinalizada até o topo da Pedra do Cruzeiro.

 

Distância da Sede: 27,7 km.

Distância da fazenda do Brigadeiro:

Tempo de percurso: Aproximadamente 2 horas e 40 minutos.

Trilha do Encontro

Onde: Em todo o percurso, observa-se vegetação típica de Mata Atlântica, predominantemente secundária, com forte presença de bromélias e orquídeas. A alguns metros do início da trilha existe uma bifurcação; a da esquerda dá acesso à Trilha da Lajinha; e a da direita às Trilhas da Serrinha e do Encontro. Próximo a esse entroncamento, a descida é íngreme. Nesse ponto, existe uma escada seguida de passarela de madeira e, logo à frente, blocos de rochas sob um curso d’água.

No decorrer da trilha, há uma confluência entre os Córregos Serra Nova e o do Moinho do Zeca, onde existe um entroncamento que, à esquerda, leva à Trilha da Serrinha, e à direita, continua para a Trilha do Encontro. A partir desse trecho, a trilha não tem mais bifurcações. Há uma grande declividade, mas apenas no trecho inicial. Durante o percurso, pode-se ver inúmeras espécies da flora regional, destaque para os muricis de pequeno porte – árvores graciosas, sobretudo quando estão floridas. No final da trilha, passa-se por uma clareira até chegar à estrada interna do Parque, próximo ao heliponto. Nesse local existia um forno para produzir carvão, hoje desativado. Segundo informações locais, parte dessa trilha foi uma estrada utilizada para puxar a madeira usada na fabricação de móveis e na produção de carvão.

Distância da Sede: 100 m.
Tempo de percurso: 30 minutos.
Grau de dificuldade: baixo.

Trilha do Carvão

Onde: A Trilha do Carvão tem 6,7 km de extensão e, aproximadamente, 3 metros de largura. Em alguns pontos, a largura é menor devido à recomposição da vegetação, ou por causa de processos erosivos. É uma caminhada sem grandes obstáculos e com subidas pouco acentuadas. A vegetação de Mata Atlântica é abundante ao longo de todo o trajeto, proporcionando boa sombra ao caminhante. Durante o percurso, podem ser vistos muitos samambaiaçus (xaxins), enquanto se ouve o suave barulho das águas dos regatos e os cantos de aves como a araponga e o trinca-ferro. De um determinado trecho, avista-se a Serra das Cabeças. Segundo moradores da região, a Companhia Belgo Mineira explorava madeira naquelas terras, e transitava com caminhões por aquela trilha transportando lenha e carvão. O fato é que existem ruínas de fornos de carvoaria e um chassi de carreta abandonado, em bom estado de conservação, o que causa estranheza pelo contraste provocado pela densa mata a sua volta. A trilha termina nas proximidades da comunidade do Estouro.

Como Chegar: Para chegar à Trilha do Carvão, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada principal em direção a Bom Jesus do Madeira, passe pela Portaria Pedra do Pato, continue pela estrada e, após percorrer 5,5 km, entre à esquerda onde existe uma porteira. Dessa estrada, avista-se à direita a Cachoeira do Pio. O local é conhecido como São João da Barra. Continue por mais 2,8 km, atravessando dois pequenos córregos sem pontes. Depois de passar pela quarta porteira, avista-se a sede da Fazenda Braúna. Uns 200 metros antes da sede, inicia-se a trilha. É possível chegar à Trilha do Carvão também a partir de Estouro. Basta sair em direção a São João da Barra, onde se encontra placa indicativa.

Distância da Sede: 8,3 km.
Tempo de percurso: Aproximadamente 20 minutos.
Grau de dificuldade: baixo.

Trilha Laje do Ouro

Onde: A trilha mede 2,7 km de extensão e 3 metros de largura, do seu início até o encontro com o Córrego do Ouro. A partir daí, ela se torna estreita, chegando a 1 metro em alguns pontos. A topografia do terreno é relativamente plana, de fácil acesso. Durante a caminhada, atravessa-se pequenos cursos d’água, provavelmente de afluentes do Córrego do Ouro. Em alguns trechos, é possível ouvir o rumorejar dos riachos. A vegetação de Mata Atlântica é abundante ao longo de todo o trajeto, propiciando boa sombra. No decorrer da trilha, avistam-se o Rochedo e os Picos do Cruzeiro e do Soares. No final da trilha, já próximo à Laje do Ouro, a vegetação é mais baixa, o que aumenta consideravelmente a incidência dos raios solares. Durante o período das chuvas, a estrada de acesso à Fazenda do Brigadeiro torna-se escorregadia, sendo recomendável a utilização de veículo com tração nas quatro rodas (4x4).

Distância da Sede: 30 km.
Tempo de percurso: 1h30 minutos.
Grau de dificuldade: baixo.

Trilha da Lajinha

Onde: Possui 500 m de extensão e está a 100 m de distância da sede. Durante a caminhada, pode-se observar a biodiversidade da mata Atlântica. No final do percurso há um jardim de bromélias em uma laje de pedra. No período chuvoso, alguns trechos ficam muito escorregadios, por isso, necessitam de maior atenção durante a caminhada.

Distância da Sede: 100 m.
Tempo de percurso: 50 minutos.
Grau de dificuldade: baixo.

Trilha do Muriqui

Onde: Possui 1,1 km de extensão e fica a 100 m de distância da sede. A trilha pode ser percorrida com propósito educativo, pois tem como tema a biodiversidade da mata Atlântica, com destaque para as plantas medicinais e outras espécies da flora e da fauna. Nesse passeio, o visitante poderá ver o muriqui. 

Distância da Sede: 100 m.
Tempo de percurso: 50 minutos.
Grau de dificuldade: baixo.
Trilha autoguiada

Trilha Pedra do Cruzeiro

Onde: Essa trilha mede aproximadamente 3,3 km de extensão e não está bem demarcada. Inicia-se numa lavoura de café de propriedade particular – uma fazenda cuja divisa se encontra a 1.245 metros de altitude. Trilha da Pedra do Cruzeiro possui grande beleza natural e cênica. A vegetação do entorno é predominantemente do bioma Mata Atlântica – as árvores são de grande porte e o acúmulo de matéria orgânica no solo é elevado. A trilha é utilizada principalmente pela comunidade local, que todos os anos, no dia de Corpus Christi, se reúne para uma celebração religiosa.

Como Chegar: Para chegar à Trilha da Pedra do Cruzeiro, partindo do centro de visitantes, pegue a estrada interna do Parque no sentido de Araponga. Vire à esquerda em direção a Serrinha e percorra aproximadamente 10,4 km, virando depois à direita rumo à comunidade de São Domingos. Dali, siga por mais 800 metros e vire à esquerda, em direção à comunidade de Dom Viçoso. Prossiga em frente por 7,6 km, vire à direita, no sentido da Serra do Gongo, percorra 2,1 km e dobre novamente à direita. 400 metros adiante, vire à esquerda e, depois de 300 metros, mais uma vez à direita, até a fazenda do Sr. Geraldo Tristão. Desse ponto, inicia-se a caminhada por uma trilha à direita, que deve ser percorrida em 1 km. Atravesse o córrego da Moega, ande mais 4,4 km por trilha não sinalizada até o topo. Esse roteiro deve ser feito na companhia de um guarda-parque.

Distância da Sede: 23,3 km.
Tempo de percurso: 3h.
Grau de dificuldade: baixo.

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